quinta-feira, 29 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
UM DEUS DESCARTÁVEL

“Deus não tem nada a ver com isso.”
Um bordão repetido de forma arrogante quando o assunto lhe favorece.
É fácil se dizer que Deus não tem nada a ver com isso, quando queremos fazer algo que nossa consciência nos prega a peça de, lá no fundo, nos assombrar.
Sabe, certa vez ouvi alguém a falar: Onde Deus está quando milhares morrem em um desabamento? Onde Deus está quando uma certa enchente destrói moradias e arrrasa com lavouras? Porque Deus não faz nada se é Todo Poderoso? Nessas horas, esse mesmo Deus descartável tem tudo a ver com isso!
É incrível, como o ser humano tem a capacidade de fazer tudo perfeito, sem precisar desse Deus ditador que fala: “Não matarás”, enquanto milhões morrem. Essse Deus que diz: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”, e permite que tanta gente seja engodada? Mas, o mais incrível ainda é que este ser ‘absoluto, auto suficiente, arrogante’ (aqui não estou falando de Deus) não percebe a inversão dos fatos: Se é para matar fetos, Deus é deixado de fora e qualquer um que decida se opor contra tal feito é taxado de fanático. Se é pra resolver os problemas que a sociedade cria e se emaranha Deus é um Deus irresponsável. Se é para enganar o povo, Deus não precisa estar por perto. Afinal, o que Deus vai fazer no meio da política? Deixa Ele lá no céu mesmo, curtindo sua soberania! Se precisar visitar uma igreja evangélica para arrecadar votos, aí sim, chamamos ele, seremos o mais fiel de seus discípulos! Mas por favor Deus, vira o rosto quando eu meter a mão no bolso do trabalhador! Ah Deus! Quando eu for eleito usa teus poderes e faz uma barreira invisível naquela serra desmatada: No meu mandato não quero desabamento. Mas também não quero gastar muito em infra-estrutura!
Tenha santa paciência! Quando a chamada “Bancada Evangélica” se manifesta o povo urra em meio a ataques por medo de que? Quando eles estão lá para defender o interesse do próprio povo! Quando alguém de forma lúcida e de boa fé tem o senso de usar de educação e cordialidade com essa ‘bancada’ o pavor toma conta. Tem medo de que amiga? De uma nova ‘Caça às Bruxas’? Deveria temer o rumo que as coisas estão tomando, isso sim. Ainda bem que temos eles lá para dá uma freada em certos projetos que contaminam a humanidade. A imoralidade e a inversão de valores a banalidade e a dissimulação têm tomado conta de nosso pais. E em forma de lei.
Aí se faz como aquela criança que fecha os olhos na esperança de não ser vista fazendo algo errado e quando tropeça e cai arregala os olhos e grita pela mãe. Pois é: vamos destruir o planeta, que se algo der errado colocamos a culpa em Deus. Vamos apoiar o aborto, se algo der errado estamos debaixo da lei e clamaremos por esse mesmo Deus. Ou seja: Em meio a tantos assuntos ecos-sustentáveis Deus seria um produto reciclável? Usamos, jogamos fora e depois catamos para transformá-lo em algo útil novamente.
Ainda bem que não sou Deus, pois ô papel difícil!
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