É incrível o número de controvérsias, debates e críticas a respeito da maneira de como educamos nossos filhos. a questão é sempre a mesma. Bater ou não bater?
Ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe. É um aprendizado contínuo que só conquistamos com a experiência ao longo dos dias e da convivência. Cada pai é um pai, cada mãe é uma mãe e cada filho é único. O que estou tentando dizer é que não existe uma cartilha pronta onde está escrito todo o bê-a-bá de como devemos educar nossos filhos.
A Sociedade nos cobra algo, que, mais tarde com certeza, irá nos jogar na cara. São os pais contra o mundo todo… A família, em especial aqueles que nunca tiveram filhos, a televisão, inimiga de dentro de casa, alguns Psicólogos, que ganham dinheiro dos pais para colocar a culpa neles… Enfim, é muito fácil se ter uma teoria!
A realidade é bem outra. Basta tomarmos por exemplo crianças cujos pais não castigam sob hipótese alguma, muitas vezes nem mesmo contrariam, e, crianças que são impostos limites e disciplina. lembremos o caso de Suzane Richtofen, nunca teve limites, quando foi barrada, não soube lidar com isso resolveu assassinar os pais
Não quero aqui defender que os pais devem dar surras e espancar seus filhos. Quero apenas passar a idéia de que a palmada ainda é uma maneira concreta de dizer “Chega! Você foi além do limite!”
Castigá-los, porém, não nos priva de dar carinho. Quando castigamos nossos pequenos, vale enxugar suas lágrimas, e o que é importante, mostrar que apesar do erro que cometeram, nós os amamos e muito!
Psicólogos do mundo inteiro defendem a tese que a criança não deve apanhar nunca, sob pena da mesma ficar com seqüelas ou traumas de alguma forma. Eu, como qualquer mãe normal da face da terra já cheguei ao ponto de dar palmadas em meus filhos – vale ressaltar que há uma grande diferença sim, entre uma palmada e um espancamento -. E nem por isso me considero uma fracassada como mãe, nem acho que estou atestando falta de controle sobre a situação. Tenho plena consciência de que, ao alertar meu filho de três anos de que ele não deve atravessar a rua sozinho e mesmo assim o mesmo insistir em correr para a rua, aplicando-lhe uma palmada fazendo-o assim compreender seu limite, irei causar bem menos traumas ou seqüelas que um atropelamento fatal, pois nem sempre estarei por perto para evitá-lo.
Por isso acho que a palmada não deseduca. Quando aplicamos um corretivo em nosso filho, deixamos bem claro que quem errou merece ser castigado. Se não impomos limites à nossos filhos é concordar que um o crime não seja punido. Esses mesmos parlamentares que defendem a não-palmada serão os mesmos que punirão os marginais que estão criando? Ou quem sabe, criando uma lei tão absurda quanto esta, mandando prender os pais que não deram palmadas em seus filhos…
Os nossos filhos são nossa responsabilidade, não do governo. Claro, que antes de aplicar-lhes um corretivo, devemos conversar com ele uma, duas, três vezes… No caso de insistência é bem natural que aplicando-lhe uma palmada ele perceberá que existem leis a quem devem obediência. E sem essa de uma luta desigual, pois não estamos competindo com ele quem tem maior autoridade, e sim, mostrando-lhes que, por amá-los não queremos que o mundo faça o que coube a nós faze-lo… Talvez no momento não, mas bem mais tarde, com certeza irão entender e nos agradecer, como agora o faço aos meus pais.
E se, não mostramos a ele até onde pode ir, com certeza, a sociedade que nos pune por “palmar-lhes”, será a mesma a nos punir por tê-lo transformado num delinqüente.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
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