sábado, 19 de janeiro de 2013

I believe in angels

"Eu acredito em anjos"... um trecho de uma música do grupo ABBA que sempre me chamou atenção nunca esteve tão macante em minha vida como hoje. Muita gente não acredita que anjos existam. Há quem diga que anjos são aqueles que Deus coloca em nosso caminho para nos fazer feliz. Outros acreditam que são seres divinos que estão ao nosso lado a serviço de Deus, para nos proteger. Eu, particularmente, acredito nas duas versões... e ainda mais: Acredito que anjos se mostram no momento propício e se fazem conhecer. Tayrone e Talia conheceram o anjo deles ontem. Um pequeno anjo de apenas 13 anos que fez algo que muitos profissionais não fariam: deu a vida pelo que acreditava. Incubiu-se da tarefa, por vezes fadigante, de cuidar de 2 crianças. Seu pai, por vezes, tentou dissuadí-la em vão, tentando convencê-la de que seria um trabalho por demais pesado para ela. Mal sabia ele o quanto pesaria aquele ofício tão mal pago em seu primeiro dia. Trabalhou apenas um dia e como uma profissional competente cuidou, alimentou e protegeu do perigo aqueles a quem se incubiu de cuidar... protegeu bem demais por sinal, pois ao perceber o perigo, protegeu com o próprio corpo, mesmo pequeno, a vida daquelas crianças. O esforço não foi em vão. Tayrone e Aila certamente sobreviverão ouvindo e contando a história da menina que salvou-lhe a vida até que a mesma caia no esquecimento... Um ato de horoísmo que ceifou-lhe a vida, mas nos deixou uma lição de tudo que fizermos, façamos bem feito, com competência até o fim. Foi assim que esse anjo fez. Sim, "Eu acredito em Anjos". E deixo aqui minha homenagem a este anjo a quem chamamos de Júlia Gonçalves Damaceno. Que sua morte, como tantas, não tenha sido em vão. Que ela faça o olhar de autoridades se voltarem para o descaso que existe nessas áreas de risco e que, ano após ano, deixam órfãos ou dizimam famílias inteiras... Sim Júlia: que não tenha sido em vão seu ato de bravura! Temos certeza que lá na glória sua asas se misturaram a muitas outras num farfalhar de vôos que demonstram a sensação de dever cumprido. Durma em paz querida!
By Eliete Magalhães (texto criado originalmente em 16/01/2013)

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